CAMINHO DE LUZ

NADA ACONTECE POR ACASO!
NINGUÉM É NOVO NA EXISTÊNCIA ETERNA. ALGUNS ENCONTROS DE AGORA SÃO REFLEXOS DE ENCONTROS DE OUTRORA... A LEI DE AFINIDADE REGE OS ENCONTROS. UM LUGAR É O QUE SE FAZ DELE. O CLIMA ESPIRITUAL REFLETE OS OBJETIVOS. E ESSES APRESENTAM AS QUALIDADES INERENTES... AS CORES SERÃO SEMPRE AQUELAS DO QUE SE BUSCA. AS ENERGIAS. O ESPÍRITO REAL MANIFESTADO NO AMBIENTE. UM CANTINHO DE PAZ É UM PEDAÇO DO CÉU NA TERRA. O RESPEITO DIANTE DOS OBJETIVOS FAZ O SOL ACONTECER EM CASA. A POSTURA DE AGRADECIMENTO E HUMILDADE FAZ O CORAÇÃO TOCAR OUTROS CORAÇÕES... SERENIDADE E TOQUES SUTIS FAZEM BEM A TODOS. O AMOR É CAPAZ DE TRANSFORMAR O PENSADOR DE RODIN EM BUDA.


WAGNER BORGES


domingo, 13 de junho de 2010

13 de Junho - Santo Antônio / Exu Bará


Dia 13 de Junho – Homenagem aos Exús e Pombas Giras


Sabendo que a Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é “A manifestação do espírito para a prática da caridade”, qual a principal função desempenhada pelos Exús nos nossos Templos, Terreiros, Casas ou Centros?
Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral.

A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo.

Bebidas para Exú e Pomba Gira

Bebidas: Gostam muito de bebidas voláteis e o aguardente está entre elas ao qual dão o nome de malafo ou marafo, conhaque, cerveja e outras bebidas fortes. As Pomba-giras gostam de anis e champanhe. Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando o conteúdo astral da bebida.

LARÓYÈ EXÚ


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terça-feira, 8 de junho de 2010

PRECE POEMA A “PAI BENEDITO DE ARUANDA”

Meu bondoso Preto-Velho! Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção. Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA. Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:

- "Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, por que algo me dizia que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão. Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÁ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam a necessária vingança. Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado. Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olha somente uma coisa via… terra. Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados. Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro. Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim. Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal. Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar… olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar. Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote… senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança. Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou…Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão…Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".

Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda.



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terça-feira, 25 de maio de 2010

A MEDIUNIDADE DEVE SER TRABALHADA

Trabalho mediúnico

Não é fácil ser médium e mais difícil ainda é ser médium de Umbanda. A mediunidade é o elo, o caminho e a meta das pessoas possuidoras desse dom. E longe de ser um instrumento passivo, o médium, como mediador que é, tem o dever de buscar o auto-aprimoramento e a reta conduta, pois, esses são os sintonizadores maiores da mediunidade.

É como disse o mestre: "Uma árvore má não pode dar bons frutos"… e é plantando que se colhe, ou seja, nossas afinidades refletem o nível e o tipo de espíritos que atraímos para nosso campo mediúnico. Sabemos o quanto é penoso o caminho da matéria, quantos pseudo-atalhos existem no caminho da evolução, incontáveis atalhos que não levam a lugar nenhum e, para conseguirmos uma sintonia fina com "canais" superiores precisamos de três coisas básicas: humildade, simplicidade, e pureza de pensamentos, sentimentos e ações.

A primeira vista parece simples, mas quando pisamos no chão, nos damos conta de nossa fraqueza que, nos atira a caminhos escuros e incertos. Então, só apelando para o Astral superior é que conseguiremos trilhar o verdadeiro caminho da espiritualidade, pois, se estamos fracos, nossa fé verdadeira pautada pela razão nos libertará. E gradativamente conquistaremos e domaremos o nosso pior inimigo que, está em nosso íntimo. Ainda, em termos científicos podemos definir a mediunidade como um aumento variável da percepção extra-física (PES), causada por modificações e acréscimos energéticos nos chacras de determinadas pessoas, e ressaltamos que esse processo ocorre antes de encarne, ou seja, a nível Astral.

Essas pessoas, os médiuns, possuem o dom mediúnico por terem missões kármicas dentro do movimento espiritualista. A palavra mediunidade significa modo, meio de manifestação, ou intermediação. E partindo do fato de que a mediunidade está vinculada a missões definidas, não é correto afirmarmos que todas as pessoas são médiuns; Podemos dizer que todos são susceptíveis à influências espirituais mas, isso não é mediunidade. Saibam também que existem diversas formas de mediunidade, tais como: a clarividência, a clariaudiência, vidência etc. E existe uma forma de mediunidade mais acentuada, a mais utilizada na Umbanda, que é a mediunidade de incorporação.

O médium de incorporação é aquele que além da ligação e proteção da corrente espiritual de sua vibração original (Orixá), possui uma forte ligação com determinadas entidades espirituais. Essa ligação vem de ligações kármicas e do acordo firmado no plano Astral, pelo próprio médium antes de seu reencarne, onde o mesmo se compromete a trabalhar pela causa espiritualista em determinado movimento ou culto. Por essa razão que ouvimos pessoas dizerem que foram falar com a entidade tal, e ela lhe aconselhou para que vestisse a roupa branca, ou seja, que assumisse sua missão mediúnica.

Vocês que passaram por isso, se conversaram com "entidades de fato" e foram chamados para o trabalho, não percam tempo. Procurem um templo que mais se afinize com suas idéias e assumam seu compromisso que, certamente serão mais felizes e realizados. Dentro da mediunidade de incorporação existem três tipos básicos de atuação que caracterizam graus kármicos e de consciência, expressos nos médiuns de karma: probatório, evolutivo, ou missionário. Os médiuns de karma probatória se afinizam e trabalham com entidades no grau de protetores.

A maioria de nós está nessa condição e utiliza o caminho da mediunidade como apaziguador para débitos kármicos antigos. Há também, os médiuns de karma evolutivo se afinizam e trabalham com entidades no grau Guia, eles possuem uma mediunidade mais apurada com possibilidades de desenvolver a clarividência e a clariaudiência, na dependência da função desempenhada, a qual lhe foi confiada no astral.

Por fim, existem raros médiuns no grau de missionários, eles são mestres com grandes missões junto a coletividade a qual pertence, podem contatar e manifestar entidades no grau de Orixás Menores; Eles possuem vários dons mediúnicos, associados a um grande conhecimento, adquirido em encarnações pretéritas, e alicerçados pela luz do amor e da sabedoria que só raras pessoas possuem.

Enfim, independente do grau ou atividade mediúnica, todas as entidades espirituais trabalham e todos os médiuns estão aptos a desenvolver também, importantes trabalhos que contribuirão para evolução mundial. Se cada um fizer sua pequena parte, por amor, teremos um mundo bem melhor porque o futuro realmente depende de nós!

O IMPORTANTE É SABER QUE SÃO MUITOS OS TIPOS DE MEDIUNIDADE É QUE NEM TODOS DEVEM INCORPORAR.


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sexta-feira, 7 de maio de 2010

PONTOS CANTADOS - PRETOS VELHOS


01 – Preto Velho

Aonde é
Que os Pretos Velhos moram
Os Pretos Velhos
Não tem morada
A morada dos Pretos
É na beira da estrada.

02 – Preto Velho

Quem pisa na linha de Congo
É Congo, É Congo aruê
Quem pisa na linha de Congo
Agora que eu quero ver
Agüenta se é meu filho
Agüenta se é meu Pai
Agüenta se é meu filho
Filho de Umbanda não cai.

03 – Preta Velha

Ó Preta Velha
Você não me engana
Amarra a saia com palha de cana
E o cigarro que Ela fuma
É da palha de Aruanda.

04 – Preto Velho

Ó Mãe Maria cadê o Pai João
Foi no mato colher guiné
Mas diga a Ele
Que quando vier
Que pise no chão
Mas não bata com o pé.

05 – Preta Velha


A fumaça do cachimbo da Vovó
Sobe pro céu
Só não vê quem não quer
Mas a mironga dos Pretos Velhos
Irrita de noite debaixo do pé.

06 – Preto Velho

Ó Pai Joaquim ê, ê
Ó Pai Joaquim ê, a
Pai Joaquim que vem de Angola
Pai Joaquim de Angola, angolá.

07 – Preto Velho

Vem chegando, vem chegando
Pretos Velhos da Bahia
Vem chegando, vem chegando
Oxalá foi quem mandou
Ti bumba, ti bumba, ti bumba aruê
Ti bumba, ti bumba, ti bumba aruá.

08 – Preto Velho

Lá vem os Pretos Velhos
Descendo do céu
E a Nossa Senhora
Cobrindo com o véu.

09 – Preto Velho

Meu cachimbo ta no toco
Mandei moleque buscar
Na hora da retirada
Meu cachimbo ficou lá
Na hora da minha chegada
Meu cachimbo mandei buscar
Aruandê, aruandá
A fumaça do cachimbo
Está chamando os orixás.

10 – Preto Velho


Olha Congo Rei Congo
Chegou os Pretos Velhos
Vamos saravar na terreira de Congo
Congo vem de Minas
Congo vem beirando o mar
Rei Congo no terreiro
Vamos todos trabalhar
Cadê a sua pemba cadê a sua guia
Seu Congá é muito longe
Seu Congá é na Bahia.

11 – Preto Velho


Eu ouvi um rufar de tambores
Foi na mata da Guiné
Oi era Congo
Saravando os filhos de fé
Oi sarava linha de Congo
Oi sarava linha da Guiné
Oi sarava linha de Congo
A linha que eu tenho mais fé.

12 – Preto Velho

Ó Pai Mané ê, ê
Ó Pai Mané ê, a
Pai Mané que vem de Angola
Pai Mané de Angola, angolá.

13 – Preta Velha

Aí vem vovó
Descendo a ladeira
Com sua sacola
Com seu rosário e seu patuá,
Ela vem de Angola
Eu quero ver vovó
Eu quero ver
Se este filho de pemba tem querer.




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domingo, 2 de maio de 2010

PONTO CANTADOS - OXÓSSI 1ª parte

01 - Arranca Toco

Caboclo Arranca Toco
É minha luz
É minha Guia
Ele é Oxóssi
É filho da Virgem Maria
A sua luz ilumina o escuro
Quando Ele chega
O terreiro está seguro.

02 - Tupinambá

Estava na beira do rio
Sem poder atravessar
Chamei pelo Caboclo
Caboclo Tupinambá
Tupinambá chamei
Chamei, tornei chamar oià.

03 - Oxóssi

A sua machadinha brilhou
Quem manda lá na mata
È Oxóssi
E dono da Pedreira é Xangô.

04 - Rompe Mato

Caboclo roxo da pele morena
Ele é seu Rompe Mato
Caçador da Jurema
Ele jurou e tornou a jurar
Em ouvir os conselhos
Que a jurema vai lhe dar.

05 - Oxóssi

Na gameleira de Oxóssi
Dá sombra
Meu Pai responda
Ai, como é bonito
Que bonito é
O reino de Oxóssi
Lá em Iarará.

06 - Oxóssi

Oxóssi lá na mata
Deu seu grito de guerreiro
Arria Ogum,
Seu povo é feiticeiro
Ogum dilêlê. Ogum dilala
Ogum dilêlê vem coroa.

07 - Sete Flechas

Lá na mata tem sete coqueiros
Tem sete cobras todas, a piar
Ai salve,
Salve o Sete Flechas na Umbanda
Sua falange mandou lhe chamar.

08 - Oxóssi

Mais lá na mata tem
Lá na mata mora
Peixe Dourado,
Lambari que pula fora.

09 - Oxóssi

Quem manda na mata é Oxóssi
Oxóssi é caçador
Oxóssi é caçador
Eu vi meu Pai assobiar
Ele mandou dizer
É de Aruanda ê
É de Aruanda á
Seu Pena Branca é da Umbanda
É de Aruanda ê.

10 - Oxóssi

Oxóssi é o Rei da aldeia
É o Rei do Juremá
Oxóssi afirma ponto
Sobre a lei de Oxalá
Passarinhos estão cantando
Alegre a anunciar
Saudando o meu Pai Oxóssi
É o Rei do Juremá.

11 - Sete Flechas

Saravá seu Sete Flechas
Ele é o Rei das matas
Se o seu bodoque atira caramba
A sua flecha mata
Ê, ê, ê, ê, ê, ê, ê, a
Ê, ê, ê, ê, ê, ê, ê, a
Caboclo Sete Flechas no Congá.

12 - Oxóssi

Eu vi chover
Eu vi relampear
Mas mesmo assim
O céu estava azul
Samborê pemba
Nas folhas de Jurema
Oxóssi é dono do Maracajá
Oxóssi é dono do Maracajá.

13 - Caboclo Pena Verde

Eu vi nas margens do rio
Em linda manhã serena
Caboclo seu Pena Verde
Firmando ponto na areia
Galo cantou na serra
A mata estremeceu
Caboclo seu Pena Branca
Na cachoeira apareceu
Ele é caboclo guerreiro
Que mora num rochedo
Somente a cobra coral
Conhece dele o segredo.

14 - Caboclo Aimoré

Água com areia
Não pode demandar
A água vai embora
A areia fica no lugar
Se é de zum, zum, zum
Chegou o Aimoré
Cacique guerreiro vem salvar
Filho de fé.

15 – Súplica para Oxóssi

Eu ouvi lá nas matas meu pai
Os caboclos cantar
Eu ouvi lá nas matas meu pai
Os caboclos cantar
Oxalá, Oxalá

Que Oxóssi me ouvisse
E aos caboclos pedisse
Para vir trabalhar
Para vir trabalhar

E trouxessem das matas meu pai
Muita paz, muita luz e amor
E as essências das matas meu pai
Curarão nossa dor

Olerê, olerê
Olerê, olara.


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